maio 23, 2011

Ousadia feminina determina sucesso de pousada no Rio

Hoteleira é uma das representantes do Rio de Janeiro no prêmio Sebrae Mulher de Negócios

   Divulgação
Empresária Deolinda Cavalcante, ao centro, com turistas em sua pousada
Olhar crítico, apurado e espírito questionador e empreendedor. Essas características moldaram a trajetória profissional de Deolinda Cavalcante Saraiva. Aos 50 anos, ela teve de se reinventar: de jornalista especializada em economia à dona de uma pousada. Pressionada pelas circunstâncias, ela saltou no escuro. A ousadia compensou. Pelo trabalho, ganhou na categoria Pequenos Negócios do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios e vai representar o Rio de Janeiro na escolha nacional, em junho, em Brasília. 

“Optei por morar no interior e ter uma vida mais tranqüila. Mas com a separação do meu marido, duas filhas pequenas para criar e seguidos rompimentos de contrato de trabalho tive de me adaptar. Como sempre gostei de lidar com pessoas, decidi transformar minha casa em pousada pensando em fazer aquilo que gostaria que fizessem por mim. Para aprender o lado prático, li muito neste período, inclusive publicações do Sebrae, que me ajudaram bastante”, resume a proprietária da Pousada D’Amoras, em Conservatória, conhecida como a ‘Capital da Seresta’, sul do estado. 

Mesmo tendo apenas cinco quartos, a empresária começou a administrar o espaço como um hotel cinco estrelas. Atendimento personalizado e atencioso, café da manhã farto e mesa disposta com cuidado, roupas de cama e banho de qualidade, incluindo uma toalha de mão que os visitantes podem levar como lembrança, bombons na chegada e muitas flores para alegrar o espaço. 

O envolvimento dos empregados foi outro ponto decisivo. Com uma tabela de pontos, ela contabiliza críticas e elogios, inclusive dos hóspedes. O sistema é transparente e passa pelo crivo da equipe. Quando acumulam 10 pontos positivos, todos ganham bonificação. O resultado mais evidente, diz Deolinda, é que todos se empenham pelo sucesso do negócio. 

Manter o mesmo preço durante todo o ano, sem considerar a diferença entre a alta e baixa estação, foi o grande erro que Deolinda cometeu no primeiro ano. “Uma frase que ouvi em uma palestra me marcou: não considere apenas o que você vendeu, mas quanto deixou de vender”, afirma. Depois disso, ficou atenta aos períodos sazonais e começou a fazer promoções. Investiu ainda em um site para divulgação. Outra lição importante foi planejar o crescimento para atender às agências de turismo. 

Desde que abriu o negócio há sete anos, ele passou a prestar ainda mais atenção nas contas para bancar o financiamento e administrar a construção, sem paralisar o negócio. No terreno de 2.200 m,² conseguiu erguer aos pouquinhos uma pousada que tem hoje 22 quartos com varanda e vista para as montanhas, piscina, salão de jogos e outras comodidades. A empresa também se preocupa com o meio ambiente e faz uso da energia solar, coleta seletiva e fossa séptica para tratamento de esgoto doméstico. 

Quando faz o balanço da trajetória, Deolinda revê todos os obstáculos pessoais e profissionais que teve de superar. “Enfrentei muitas dificuldades, mas a gente descobre que sempre tem força para conquistar o que se quer. Acreditei no meu sonho e lutei por ele, mas confesso que fiquei surpresa quando ganhei o prêmio e honrada por representar o Rio. Estou ansiosa pela final nacional, mas ter minha história reconhecida já foi incrível. Isso dá ainda mais força para seguir em frente porque não pretendo parar por aqui”.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

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