maio 11, 2011

Por que investir em Design?


PARA O CLIENTE RELUTANTE EM INVESTIR EM DESIGN

Dois ou três argumentos para ajudar a convencer um cliente com, digamos, pouca cultura em artes gráficas e mostrar que design é algo mais amplo do que uma aparência bonitinha.
Você tem um cliente  ou um amigo que está querendo contratar o serviço de um escritório de design para criar a identidade visual da sua empresa. Ao discutir o assunto com a diretoria, alguém questiona: “para quê?”. Outro finaliza: “vou falar com o meu cunhado, ele trabalha com informática e faz um logotipo para nós”. Situação lamentável, ainda que muito comum.
Muitas pessoas não sabem o que um bom design pode fazer. Vamos imaginar ainda que a empresa em questão tenha produtos com preço e qualidade equivalentes aos dos concorrentes. Como se destacar e consequentemente vender mais?
Design é investimento e não despesa, mas é a primeira coisa a ser cortada do planejamento da empresa nos períodos de crise – quando justamente estas ocasiões são propícias para se investir em diferenciação.
Repare que muitos negócios se destacaram e cresceram em momentos difíceis. Foi o caso de uma pequena empresa que fabricava relógios… ao perceber que a matéria–prima para a fabricação (ferro e aço) estava muito cara e não conseguiria competir com os produtos asiáticos, resolveu fabricar relógios de plástico com as mesmas funções. Assim a Swatch cresceu e se tornou um exemplo clássico de diferenciação pelo design.
Outro exemplo forte é o da Apple. Seus computadores são tão bons (ou melhores) quanto os computadores dos concorrentes, possuem sistema operacional mais estável, hardware mais avançado etc. A empresa precisava dizer isso para uma faixa mais ampla de consumidores. Escolheu fazer o redesign de suas máquinas e daí nasceu o iMac, que virou referência na categoria e o computador de uma única marca mais vendido do mundo. O investimento em design foi tão bom que inovaram o novo de novo, com o iMac II.
Para ajudar um cliente relutante, peça que ele se imagine nas seguintes situações:
Situação 1. Você está viajando e procura um hotel no meio da noite debaixo de chuva. Logo à frente vê uma placa iluminada onde está escrito Hotel Boa Viagem. Ao parar na porta, vê um ambiente iluminado, confortável e acolhedor, antes mesmo de entrar. Lá dentro encontra a recepção localizada bem em frente à porta e com uma pessoa vestida de uniforme com as mesmas cores do logo do hotel que reparou da placa lá fora.
O atendente já se adianta: “Boa noite senhor, em que posso ajudar?”. Você pede um quarto e pergunta o preço. Com um folder do hotel, o atendente apresenta os tipos de quarto e os valores. Você escolhe um e ele pega as chaves em um tabuleiro numerado e organizado conforme os andares e entrega as chaves com um “Boa estadia, senhor “
Saindo da recepção o hóspede encontra placas sinalizando os andares e o percurso ao quarto (apartamentos do 41 ao 75 à esquerda), sem que seja preciso perguntar a um funcionário. Chegando ao quarto, vê um papel em cima da cama descrevendo os serviços, os horários das refeições e o funcionamento do sistema de consumo do hóspede e lembrando que qualquer dúvida é só pegar o telefone e discar 0.
Situação 2. Você chega de viagem e procura um hotel no meio da noite debaixo de chuva. Logo à frente vê com dificuldade uma placa pouco iluminada onde está escrito Hotel do Marinheiro. Ao parar na porta, vê o ambiente apagado com uma luz fraca na recepção. Com um pouco de receio, entra e se dirige à pequena luz e logo vê uma pessoa cochilando atrás do balcão.
Para não incomodar muito, você chama baixinho… “Ei… senhor… psiu..” Quando a pessoa percebe sua presença, leva um susto, pula na sua frente e diz “ Opa… o que o senhor deseja?”
Você pede por um quarto, o atendente pergunta: “Qual?” (você nunca lá esteve e o atendente pergunta se nem mesmo ter apresentado as opções). Você devolve: “O que você tem?” Ele aponta para um papel manuscrito colado com durex na parede. Você cansado, no meio da noite, molhado, tem que ler, com pouca luz. Você escolhe um e ele dá a chave e diz “Boa noite, senhor”. E você fica com a chave na mão sem rumo nenhum. Pergunta onde é o quarto, ele explica gesticulando: “Vai reto aqui, vira à esquerda na quinta porta e segue, é na segunda porta à direita”
Você pede para que ele acenda as luzes e segue. No meio do caminho se perde, depois encontra seu apartamento. Encontra também poeira, mofo, chuveiro que não esquenta e mal acha o telefone da recepção. Como está muito cansado, prefere esquecer e dormir.
Pode ter certeza que na manhã do dia seguinte o hóspede do “Hotel do Marinheiro” não voltará e nunca indicará o hotel para outras pessoas.
Não se deve desperdiçar uma chance. O Hotel Boa Viagem fez por onde. Pense nisso.
Fonte: www.outrolado.com.br


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