setembro 18, 2011

A qualidade de saber reiniciar é o que atrai o investidor


A cultura do investimento em série e a sabedoria para lidar com os fracassos podem fomentar a nossa cena de startups

Divulgação
Diversos empreendedores, oportunidades sem fim, dinheiro circulando, pessoas mais bem capacitadas. Enfim, estamos vivendo, sim, um "boom" empreendedor no país. E o que ainda nos falta para fazer com que as startups deslanchem – além, claro, das questões governamentais?

Creio que nos falta a cultura de investimento nessa modalidade de empresa, que às vezes é só uma semente. Pronto, é só isso. E como se resolve essa questão? Trazendo para o Brasil conhecimento e metodologia de quem já faz isso muito bem e há mais tempo.

Os fundos de venture capital do Vale do Silício são famosos por sua capacidade de agir rápido e em escala. É fato que nem toda startup se torna uma empresa bilionária – são poucas que chegam lá, aliás. Mas o modelo é exatamente este: buscar o maior número de investimentos (com bastante critério) e ter um grande sucesso em poucos.
Os próprios empreendedores sabem disso e não se abatem quando um negócio não dá certo. Outra grande lição: hoje não foi esta startup, mas amanhã outra poderá atingir o sucesso.

Ouvi do vice-presidente da Fundação Kauffman (um dos maiores apoiadores de startups no mundo) o seguinte: só se investe em pessoas que já tiveram pelo menos uma empresa que não deu certo. E por que isso? Pois são elas que sabem reiniciar sem traumas e vão para um próximo empreendimento com mais aprendizado do que antes.

Misturar essa cultura de investimentos em série, saber lidar com erros e fracassos, tudo isso associado à dinâmica brasileira pode fazer do país uma das grandes fontes de venture capital e startups do mundo.
Fonte: André Martins
*André Martins é presidente da VB Serviços e do JLIDE e sócio do Ponto de Contato e Filmland 
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